Petrobras decide segurar o preço da gasolina e do diesel até o valor do petróleo se estabilizar.

  • 09/01/2019
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Petrobras decide segurar o preço da gasolina e do diesel até o valor do petróleo se estabilizar.

A disparada do preço do petróleo provocou tensão nos mercados, mas o Ibovespa fechou o dia com alta de 0,17%, graças ao bom desempenho das ações da Petrobras.

Aqui no Brasil, a Petrobras vai segurar o preço da gasolina e do diesel até o valor do petróleo se estabilizar no mercado internacional. As ações da empresa subiram num dia de prejuízos para as companhias aéreas.

A disparada do preço do petróleo provocou tensão nos mercados e um cenário de incerteza. Mas o índice Ibovespa fechou o dia com uma discreta alta de 0,17%, graças ao bom desempenho das ações da Petrobras, que subiram mais de 4%.

Já as ações das companhias aéreas foram as que mais caíram. É que o combustível tem forte impacto nos custos das empresas de aviação.

O ataque na Arábia Saudita pode trazer reflexos positivos e negativos no Brasil, inclusive nos pontos de combustível. Especialistas enxergam riscos para a nossa economia, mas também boas oportunidades.

Desde 2017, a política de preços dos combustíveis da Petrobras é atrelada ao mercado internacional do petróleo. Economistas apontam a tendência de aumento nos preços da gasolina, do gás e do diesel, o que pode ter um efeito em cadeia em vários setores da economia.

“Acaba pegando desde comida, até produtos industrializados. É verdade que o Brasil agora está superavitário nesse campo, mas mesmo assim a Petrobras tem como política repassar as variações internacionais de preço para o mercado doméstico”, avalia o economista André Perfeito.

Em seu blog no G1, o jornalista João Borges informou que a Petrobras decidiu segurar o preço da gasolina, do diesel e dos demais derivados até o valor do petróleo se acomodar no mercado externo.

O temor de um conflito no Oriente Médio pode acabar atraindo mais investidores para os leilões do pré-sal, previstos para novembro.

“Eles se tornam mais atrativos porque o preço é mais alto. O Brasil já é mais atrativo justamente por ser uma zona mais estável em termos de investimento do que o Oriente Médio de uma forma geral. Para isso é importante que se faça valer esse preço do mercado internacional pra atração desses investimentos externos”, diz Fernanda Delgado, coordenadora de pesquisa da FGV Energia.

Se os preços do barril permanecerem altos por mais tempo, deve aumentar também a arrecadação de royalties e participações especiais com a produção de petróleo. A União, estados e municípios, que em sua maioria vivem tempos de ajuste, podem ter um alívio nas contas.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Décio Oddone, escreveu numa rede social que, do ponto de vista do risco, o evento de sábado pode ser considerado uma espécie de 11 de setembro do mercado do petróleo. Depois dele, a sensação de risco aumentará e disse que medidas preventivas serão adotadas, o que impactará nos custos.

Especialistas afirmam que ainda é cedo para avaliar as consequências do ataque à maior refinaria do mundo. “Tanto do ponto de vista geopolítico, a gente tem que esperar para ver como vão evoluir as tratativas, negociações e/ou uma escalada eventual de um conflito, os preços vão depender, fundamentalmente, do tempo que vai ser necessário para, no caso da Arábia Saudita, retomar a produção em volumes anteriores ao ataque”, afirma Helder Queiroz, professor da UFRJ e ex-diretor da ANP.


FONTE- G1 -JORNAL NACIONAL

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